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17.10.13

 

Feira do livro de Frankfurt

Esta é uma foto da palestra sobre os quadrinhos brasileiros na feira do livro de Frankfurt. Qual é a primeira coisa que percebemos? Que todos são lindos e cheirosos? Sim! Mas além disso, não vemos a presença de NENHUMA mulher na rodinha, embora o mercado brasileiro de quadrinhos já tenha muitas profissionais atuantes, sendo eu, uma delas.
Claro que a plateia indagou nossos ilustres profissionais brasileiros sobre a ausência de mulheres, visto que a representatividade feminina era notoriamente nula naquele palco. Quem respondeu, foi Mauricio de Sousa:

"Mulher ainda não tem essa liberdade sem vergonha que homem tem, de trabalhar até tarde, tem que cuidar da casa, dos filhos, quadrinho exige muito tempo de dedicação".

Senti-me uma baita de uma sem vergonha, porque viro noites e mais noites desenhando (trabalhando!) ao invés de me dedicar àquela pilha de louça pra lavar. Lembrei de um dos livros mais lindos da nova era dos empreendimentos da Turma da Mônica, foi feito pela Lu Cafagi, mulher. E muitas das profissionais que mantém a excelência dos desenhos da Turma da Mônica, são mulheres.
Enfim, não haveria motivo para esquecê-las bem na hora de responder se elas existem, num evento tão importante para a indústria de quadrinhos e, quiçá, para mulheres que atuam nesta área.
Maurício não respondeu, mas eu respondo: nós existimos, Frankfurt! Nós existimos, planeta Terra! E precisamos desenhar (trabalhar!) mesmo que isso pareça algo sem vergonha, se comparado aos nobres trabalhos de cuidar da casa e dos filhos.

*A tirinha da Mônica postada logo abaixo da foto, é uma das vinte tirinhas que fiz para o belíssimo livro "MSP 50 novos artistas" - baseada em Millôr.

 

Comments:
http://zenpencils.com/comic/97-charles-bukowski-air-and-light-and-time-and-space/

Vale para homem, mulher, in-between, out-of-the-box, o que for.
 
Olá!
Caramba! É triste ver um comentário deste nos tempos que vivemos, e mais ainda quando trata-se de um conhecido, de um renomado artista dos quadrinhos

Parece que ele ignora completamente o que acontece no cenário da própria categoria :|

Eu particularmente acho que as mulheres podem assumir qualquer tipo de trabalho que queira, basta querer.

Conheço uma moça que chegou a ser chefe na empresa onde trabalha muito antes que muito marmanjo que já trabalhava por lá. É tão ou mais capaz que qualquer um dentro daquela empresa.

Que infeliz comentário Mauricio de Sousa... Que infeliz comentário...

Até mais Pryscila :)
Abraço!
 
Este ano (2013, ainda) fizemos o 1º Encontro de Quadrinistas e Fãs de HQs em Santa Cruz do Sul, RS, na 26ª edição da nossa Feira do Livro, onde o patrono foi o poeta Affonso Romano de Sant’Anna. Mas também aqui – que não é Frankfurt, mas tem Oktoberfest, já que é um cidade marcada pela colonização alemã –, havia, infelizmente, poucas mulheres no painel que montamos. Na verdade, falando como quadrinista, não havia sequer uma (num painel com uns 8 quadrinistas)... E isso foi objeto de indagação: Afinal, onde estão as mulheres nos quadrinhos?? “Fora” e “dentro” do papel?

Te “conheci” numa reportagem no jornal-laboratório do curso de jornalismo da Uninter (edição de maio passado), distribuído num evento reunindo cursos de comunicação do sul do Brasil, aqui na universidade onde trabalho (www.unisc.br). Gostei muito e agora quero manter uma visitação ao teu blog. Parabéns pelo teu trabalho. Quem sabe em 2014 tu possas estar aqui em Santa Cruz falando sobre quadrinhos? E estimulando mais mulheres a “saírem do armário” das tiras, ilustrações, charges etc?

Na “edição zero” do Encontro, em 2012, nosso convidado foi o Adão Iturrusgarai. De algum (ou alguns) modo(s) (não modess... perdão), existem, me parece, algumas conexões entre trabalhos/temáticas de vocês. Adão é tão “pirado” como gente boa, inteligente e sensível.

Agradeço a tua atenção.

Até!
 
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