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14.3.08

 

A matéria postada abaixo foi publicada no Jornal de Letras, da Academia Brasileira de Letras. Foi escrita pelo cartunista Graúna, autor da coluna que trata da história e das novidades do cartum nacional. No texto, Graúna afirma que as mulheres compõem apenas 10% do total de profissionais atuantes na área do desenho. Entre cartunistas, a porcentagem diminui. A presença de fêmeas humanas é raríssima. Poucas mulheres dedicam-se ao humor gráfico. Participei de um concurso de cartuns (Salão de Humor de Foz do Iguaçu - 2003) que recebeu quase cinco mil trabalhos de vários países. Apenas treze eram de mulheres! Seria culpa da TPM o fato do mulherio não despertar para o humor? Culpa da sociedade machista? Da sobrecarga de tarefas? Ou a vida da mulher não tem graça mesmo?

Graúna foi muito generoso e teceu elogios maternais para com minha pessoa, mas que infelizmente não correspondem à realidade pelo menos no que diz respeito a minha aparência. Na verdade, pago cinqüenta pilas por mês para minha vizinha me representar nas fotos para imprensa e para álbuns de família. Ao vivo, sou uma mistura homogênea da Aracy de Almeida com o ET de Varginha chupando manga.


Comments:
Muita gente ainda vê cartum como molecagem, cousa menor com a qual uma dama não deva se meter. É uma mentalidade medíocre, mas ainda persiste.
 
Sinto muito, mas apesar de ser publicitário, meus slogans não mentem (ver comentário abaixo).
 
com ou sem vizinha, a gente te ama assim mesmo ;-)
 
Muita gente me pergunta:
- O que você faz?
Eu digo:
- Sou cartunista.
Retrucam:
- Mas trabalha "mesmo" aonde?
Como se cartum não fosse trabalho de verdade... Ou seja, cartunistas em geral já sofrem com preconceito. Mulheres que escrevem, falam, desenham entretenimento (para não dizer bobagens) sofrem muito mais. Ai, como eu sofro!!!!
 
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